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Carolina Dieckmann fala sobre a vida nos EUA: "Sou uma ótima dona de casa"

Há um ano e meio morando em Miami, ela está de volta à TV na minissérie Treze Dias Longe do Sol. Nos EUA, ela garante que lava prato, aspira a casa... Só não passa roupa!

Por Tatiana Ferreira

Adaptada à rotina de Miami, nos Estados Unidos, onde mora há um ano e meio com o marido, o diretor Tiago Worcman, 42, e o caçula, José, 10, Carolina Dieckmann, 39 anos, tem curtido o anonimato e a possibilidade de ser dona de casa. “Só não passo roupa, tenho medo (risos). Lavar roupa e louça, sim. Aspirar a casa... Sou ótima dona de casa. Virginiana, né? Gosto de limpeza”, diz. No entanto, mesmo com a vida sossegada, admite sentir saudades do Brasil. Convidada para atuar na minissérie Treze Dias Longe do Sol (já no ar na GloboPlay e em janeiro na Globo), a atriz, que estava afastada da TV desde a Regra do Jogo (2015), supriu um pouco a falta de sua terra natal. No entanto, voltar de vez é uma incógnita para a atriz. “Ainda não sei de nada”, garante, sem dar detalhes. O momento de satisfação também se estende à vida pessoal. Casada há 10 anos, afirma que seu relacionamento com Tiago vai muito bem, obrigada! E a proximidade dos 40 em nada a afeta. Sem crises existenciais, está degustando com prazer e sem dramas o passar do tempo.

MIAMI X RIO DE JANEIRO "Miami é muito parecida com o Rio de Janeiro, onde nasci, no sentido de ter sol, de ser calor e da atmosfera alegre. É óbvio que sinto falta de coisas do Rio que não vou ter em lugar nenhum do mundo, mas o sol, que pra mim é muito importante, consigo ver que é parecido. É um lugar que tem uma luz, é gostoso.”  

PLANOS FUTUROS “Davi (18, de seu antigo relacionamento com o ator Marcos Frota, 61) pensa em morar com a gente, mas está terminando a escola este ano e ainda vai escolher uma faculdade. Ele vai estudar fora do Brasil, nos Estados Unidos também, mas a gente não sabe exatamente onde.” 

ENTRE HOMENS “Fui cercada por homens a vida inteira, pois tenho três irmãos. Por isso, não me sinto rainha do lar e, sim, muito à vontade. Eles sempre foram bem práticos, despojados. E é hilário porque quando vou me arrumar para sair, fico pronta antes do Tiago, por exemplo. Meus irmãos não tinham tempo, paciência para me esperar. Eu me habituei a ter este despojamento deles, esta praticidade masculina. Não tem esta de mulherzinha. Me sinto como mais um menino dentro de casa.” 

PAIXÃO PERMANENTE “Isso é algo que a gente não controla. Eu sou apaixonada pelo meu marido e ponto. Não existe um controle ‘vou manter minha paixão’. É orgânico.” 

CHEGADA DOS 40 “Não penso nisso. Acho que idade é algo muito subjetivo. Durante meu dia, tem horas que eu me sinto com 8 anos de idade, tem horas que me sinto com 80. Então eu não fico pensando que está chegando os 40. Pra mim, é uma coisa natural.” 

SEM CRISES “Estou achando que a maturidade que está vindo com o tempo é muito boa. Se a gente pudesse nascer maduro, seria maravilhoso, perfeito. Assim, diminuiríamos a importância das coisas que já não tinham importância e não sabíamos. E damos mais importância para as coisas que não sabíamos, mas temos que dar. A maturidade ajuda a equalizar a vida. Não tem crise.”

CRÍTICAS “Eu estou com o corpo que eu gostaria de estar ou que eu consigo estar. Ou que algum personagem me exige. Meu físico não está neste lugar tão importante, não acordo e durmo pensando nele. Meu corpo é o que é. Tenho menos bochecha, me acho melhor. Eu não gostava delas.” 

DE VOLTA À TV “Tenho mais de 20 anos de carreira e me sinto muito à vontade num set de gravação. O que eu poderia destacar de diferente é que eu filmei em São Paulo, não foi nos Estúdios Globo, lugar que eu me sinto mais à vontade ainda, porque são muitos anos de trabalho lá. Então, o fato de ser em São Paulo, com a equipe da O2, foi diferente. Tive que conhecer as pessoas e isso leva um tempo. A gravação em si é muito tranquila e eu tenho muito prazer de passar o dia gravando. Foi bem gostoso. Matei a saudade.” 

DOCE ENCONTRO “É inacreditável que eu e o Selton (Mello, 44, seu par na minissérie) tenhamos ficado tanto tempo sem nos encontrarmos. Fizemos juntos um dos nossos primeiros trabalhos, Tropicaliente (1994, Globo). E, quando aconteceu o convite, para mim foi quase um chamado. Fiquei muito, muito animada! Perceber que a intimidade que a gente teve há 23 anos continuava em cena foi muito legal e maravilhoso!”  

NA PELE “Não tem como você fazer um papel, seja ele qual for, sem ser tocada. Nunca saí igual de uma personagem, sempre se modifica pela atmosfera. Entende um pouco mais daquilo, se deixa afetar mesmo. O que aconteceu na minissérie de mais diferente ou intenso é que estar soterrado é algo muito forte. Você se imaginar num lugar presa, realmente sem poder sair, sem saber se vai sobreviver, é um pouco além. Te faz entrar em contato com coisas que você não entra em situações do dia a dia ”. 

21/11/2017 - 19:25

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